![]() |
| Marca PlayStation e sua loja digital. |
O Fim da Ilusão da Propriedade Digital?
Uma nova polêmica está agitando a comunidade gamer: os advogados da Sony estão argumentando em um processo judicial que já deveria ser óbvio para o público que os jogos digitais do PlayStation não pertencem, de fato, às pessoas que os compram.
A Defesa Baseada no Contrato
A principal base de defesa da Sony é o seu próprio Acordo de Licenciamento de Produto de Software, com o qual os jogadores concordam ao utilizar a plataforma. O documento contém a seguinte cláusula fundamental:
"O Software é licenciado para você, não vendido."
Um Argumento Incomum
Para além dos termos de serviço, a Sony apresentou um raciocínio bastante peculiar no tribunal: a empresa alega que, se um cliente fosse o verdadeiro proprietário de um jogo digital, seria impossível vender a mesma cópia para outra pessoa.
Para ilustrar esse argumento, a Sony utilizou um exemplo prático envolvendo o jogo Resident Evil Requiem:
- Cliente A: Comprou o jogo em 14 de fevereiro de 2026.
- Cliente B: Comprou o mesmo jogo em 25 de fevereiro de 2026 pelo valor de $69,99.
A conclusão apresentada pela defesa da empresa é simples: se o primeiro cliente fosse realmente o dono do jogo digital, a Sony não teria como comercializar aquele mesmo jogo para o segundo consumidor.

0 Comentários